terça-feira, 9 de junho de 2015

Confiança

 No momento estou vendo o sexto episódio de Sense8, e estou emocionalmente aturdido, o que pode acarretar num possível desabafo sobre tudo aqui, agora. Mas não tenho qualquer plano do que pode vir a acontecer.
 Desabafo.
 Foi, em todos os sentidos, o que aconteceu conosco hoje, comigo, e com ela. De um certo modo, um drama nos atingiu de manhã, no intervalo. Ela é de uma série mais alta que a minha, e, não, isso não torna nada mais infantil. Somos estudantes, apenas.
 Uma impossibilidade e uma obrigação, conflitantes, não se misturam. E justamente esses dois elementos, são capazes de forjar uma enorme arma -ou será que não?- chamada desespero. E, durante as incansáveis e desesperadas corridas pelas escadarias e corredores, ela segurou minha mão.
 Seu toque, num momento como aquele, fez tudo parar, ou quase, como se, por mais piegas que pareça ser, todo o meu corpo focar simples e unicamente nele. Continuamos correndo, mas involuntariamente, apenas continuando o movimento, ela abrindo caminho pela multidão, e eu seguindo, hipnotizado.
 Não é exatamente uma sensação de fácil descrição. É quase que impossível, para ser sincero.
  Mas eu sei que ela se preocupa comigo, e um simples recado via professores quando os desencontros ocorrem já demonstram isso.
 Será? É o que eu me pergunto agora, nesse momento, na cama, antes de ir dormir.
 E penso nisso, unicamente nisso, enquanto meu episódio de Sense8 continua.

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